Pelas mãos de Silvana Guimarães e José Aloise Bahia, saiu uma belíssima página com poemas meus no
http://www.germinaliteratura.com.br/2009/lucia_delorme.htm
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
24 –
Pancetti
Tento mas o mar não cede:
fímbria de espuma
onda chiando na areia
distância equórea
O mirante ri
do tentame,
que quando muito
resvala no limite
translúcido
Tento mas o mar não cede:
debuxo em safira
desfronteirado entre
céu e água
Lição: o sal sulcando o rochedo,
derrota convertida em memória
Pancetti
Tento mas o mar não cede:
fímbria de espuma
onda chiando na areia
distância equórea
O mirante ri
do tentame,
que quando muito
resvala no limite
translúcido
Tento mas o mar não cede:
debuxo em safira
desfronteirado entre
céu e água
Lição: o sal sulcando o rochedo,
derrota convertida em memória
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O poema abaixo é do poeta, tradutor Carlos Machado, que mantém o excelente boletim de poesia http://www.algumapoesia.com.br/e saiu na antologia Os dias do amor, publicada no final de 2008 em Portugal. Observe os belos oximoros, o mesmo amor "comercial" é também "orquestra de guizos". As sutis ironias a favor e contra o amor. Impossível não fazer uma relação, claro, com as devidas restrições de ordem socio-histórica, com os mestres Drummond & Camões. Carlos Machado é autor de Pássaro de vidro, São Paulo: Ed. Hedra, 2006. Livro de poesia de um poeta experiente e, se não me engano, uma das estreias mais tardias da poesia brasileira, com 55 anos.
CURTO-CIRCUITO
o amor não engendra prêmios
nem tece ventos de pêssego
na carne exausta dos dias
o amor são outras romarias
peregrinações para
dentro de uma gigantesca
orquestra de guizos
algaravias
eletricidade estática na pele
confronto de signos
o amor são objetos de bolso
chaveiro cartão de crédito
aspirina —
e a carteira de identidade
para não esquecer
o próprio nome
depois da orquestra de guizos
o amor
confunde deus e o diabo
no curto-circuito da pele
o amor
inventa todos os fogos
desanda todos os pêndulos
Carlos Machado
CURTO-CIRCUITO
o amor não engendra prêmios
nem tece ventos de pêssego
na carne exausta dos dias
o amor são outras romarias
peregrinações para
dentro de uma gigantesca
orquestra de guizos
algaravias
eletricidade estática na pele
confronto de signos
o amor são objetos de bolso
chaveiro cartão de crédito
aspirina —
e a carteira de identidade
para não esquecer
o próprio nome
depois da orquestra de guizos
o amor
confunde deus e o diabo
no curto-circuito da pele
o amor
inventa todos os fogos
desanda todos os pêndulos
Carlos Machado
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
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